Frota&Sinal Rastreamento, telemetria e conectividade
Rastreamento

Empresa catarinense de conectividade resolve o rastreador que some do mapa quando a operadora cai

Chip de uma operadora só para de transmitir onde aquela rede não chega. Com 13,8 milhões de rastreadores em 2G e 3G na fila de troca, rastreadoras revisam também a conectividade, e uma empresa de São José (SC) vende um chip que passa sozinho entre Claro, Vivo e TIM.

Da Redação · 7 min de leitura
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Caminhão-tanque em alta velocidade numa rodovia, passando sob a placa verde que marca a divisa entre o Distrito Federal e Goiás
Caminhão na divisa entre o Distrito Federal e Goiás. Em estradas, serras e divisas, a cobertura de cada operadora começa e termina em pontos diferentes.Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O cliente liga e diz que o carro sumiu do mapa. A rastreadora abre a plataforma, encontra o último ponto registrado horas antes e começa a investigar o equipamento. Segundo a Plus IoT, empresa de conectividade de São José, na Grande Florianópolis, é comum a investigação terminar na rede da operadora. No e-mail que envia a quem pede proposta, a empresa descreve a cena assim: “Você verifica e descobre que não foi o equipamento, foi a operadora que caiu naquela região. Com chip comum, você fica refém de uma única rede. Quando ela falha, seu rastreador fica offline e você perde credibilidade.”

A matéria em números

  • Chips de máquinas no Brasil58,8miem julho de 2026, mais de 60% do crescimento da telefonia móvel no mês
  • Rastreadores em 2G e 3G13,8mia trocar com o fim das redes antigas, a R$ 295 cada, em média
  • Operadoras no mesmo chip3Claro, Vivo e TIM, com troca automática de rede
  • Chips vendidos pela Plus IoT200milpara mais de 600 empresas, segundo a companhia

A parte barata do serviço

Para a rastreadora, a conta dessa falha não aparece na fatura do chip. Franquias de chip M2M para rastreador são vendidas a partir de R$ 10 por mês em sites de revenda, enquanto a mensalidade que o dono do veículo paga pelo rastreamento vai de cerca de R$ 19 a R$ 120. O chip é o item mais barato do serviço, e é por ele que a posição chega à plataforma. Quando a posição não chega, quem atende a ligação do cliente é a rastreadora.

Meu chip pré-pago parou do nada. Se o carro tivesse sido roubado, eu tinha perdido.

Dono de rastreador, em comentário no YouTubeno vídeo “Mitos e Verdades sobre Chips M2M”, com 54 mil visualizações

Chip para rastreador virou assunto de canal próprio no YouTube. Nos comentários, donos de rastreadora trocam indicação de fornecedor, contam quanto pagam por linha e reclamam de operadora que bloqueou chip de celular usado em rastreador. Uma parte deles desconfia justamente do chip que troca de operadora. “Não tive uma boa experiência com multioperadora, prefiro verificar a melhor cobertura e escolher chips M2M de apenas uma operadora”, escreveu um deles.

Por que o ponto para no mapa

O chip comum de rastreador pertence a uma operadora, e o equipamento só se conecta à rede dela. Se essa rede não cobre um trecho, seja uma serra, uma divisa de estado ou uma fazenda, o rastreador deixa de enviar a posição até o veículo voltar a uma área coberta, mesmo que outra operadora tenha sinal no mesmo lugar. Quem escolhe o chip pela melhor cobertura da cidade acerta dentro da cidade. O problema aparece quando o veículo sai dela.

Vista do alto da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, com a estrada em curvas fechadas descendo entre paredões de mata
Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. Em trechos de serra, o relevo bloqueia o sinal das antenas, e a rede disponível muda ao longo da descida.Germano Roberto Schüür/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Entenda

O que acontece com a posição quando a rede cai

Chip de uma operadora · a rede dela some no trecho

Rastreadortenta enviar a posição
só a rede A
Rede A sem sinaloutra operadora cobre o local, mas o chip não entra nela
nada chega
Ponto parado no mapaaté o veículo voltar à área da rede A

Chip com três operadoras · Claro, Vivo e TIM

Rastreadorperde a rede em que estava
chip procura outra rede
Claro, Vivo ou TIMa que tiver sinal no local
a posição segue
Veículo no mapae a plataforma mostra qual rede levou o dado

A troca depende de haver sinal de outra operadora no local e de o rastreador funcionar nas faixas dessa rede. Onde nenhuma das três operadoras cobre, nenhum chip de celular resolve.

Três operadoras no mesmo chip

O chip M2M da Plus IoT funciona com Claro, Vivo e TIM. Quando o rastreador perde a rede em que está, o chip procura outra disponível e se registra nela, sem troca de peça e sem ninguém mexer no equipamento. A lógica é a do roaming: o chip carrega credenciais aceitas por várias redes e entra na que responder no lugar. A empresa diz que a rede fica disponível 99,99% do tempo.

Para quem desconfia, a resposta da empresa está na plataforma. Na Árya, o painel que a Plus entrega sem custo, a rastreadora vê a operadora e a tecnologia (2G, 3G ou 4G) em que cada chip está conectado e o histórico de conexões e quedas de cada linha. Com esse registro, dá para saber se um ponto parou por falta de rede ou por defeito no rastreador antes de mandar o técnico ao cliente.

A plataforma também reinicia a linha a distância, bloqueia o IMEI e manda SMS de configuração ao equipamento. Donos de rastreador dão valor a isso nos comentários dos vídeos: um deles conta que escolheu o fornecedor porque consegue “dar reset pelo celular sem a necessidade de chamar o suporte”.

O fim do 2G põe a base inteira em revisão

Mastro de antenas de telefonia celular cercado por grade, com armários de equipamentos na base, numa área rural
Estação de telefonia celular em área rural. As operadoras querem liberar as faixas do 2G e do 3G para redes mais novas.Diacius/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A pressão sobre o chip cresce com o desligamento das redes antigas. Em 28 de julho, o presidente da Vivo, Christian Gebara, disse que a operadora quer desligar o 2G “o quanto antes”. Segundo a Telesíntese, os aparelhos de internet das coisas que ainda dependem das redes antigas terão de ser substituídos ou homologados para outras redes. Desde abril de 2025, a Anatel não certifica aparelho que só funcione em 2G ou 3G, e o prazo citado pelo setor para o desligamento completo é 2028.

O rastreamento de veículos é o setor mais exposto. Uma estimativa divulgada em 2025 pela Links Field, operadora de conectividade para internet das coisas, calcula 13,8 milhões de rastreadores em redes 2G e 3G no Brasil, com custo médio de R$ 295 por troca e R$ 3,47 bilhões no total. A Gristec, associação das empresas de gerenciamento de risco e de rastreamento, pede calma. “Há motivo para tensão, mas não para pânico”, disse em 2024 o diretor de marketing da entidade, Alexandre Barbosa, que também avisou: “os custos da troca de equipamentos, mais cedo ou mais tarde, serão repassados aos clientes”.

Para a rastreadora, a visita para trocar o equipamento é a hora de rever também o chip da base. O da Plus funciona em 2G, 3G e 4G, nas versões Cat1 e Cat-M, próprias para aparelhos que mandam poucos dados, e serve tanto no rastreador antigo quanto no 4G que chega para substituí-lo.

O mercado desses chips cresce mais rápido que o de celular. Em julho, o Brasil somou 58,8 milhões de linhas em máquinas e maquininhas de cartão, segundo dados da Anatel compilados pelo Teletime, e elas responderam por mais de 60% das linhas novas do mês. Em dezembro, uma lei manteve até 2030 a isenção das taxas do Fistel para esse tipo de linha, e evitou que essas taxas voltassem a ser cobradas a partir de 2026.

Quem está por trás do chip

A conectividade vem da 1NCE, empresa criada em 2017 a partir da Deutsche Telekom, que tem o SoftBank entre os investidores. A 1NCE diz gerenciar mais de 40 milhões de aparelhos conectados, para 30 mil clientes em mais de 170 países. Fora do Brasil, ficou conhecida por vender dez anos de conexão para máquinas por 12 euros, num pagamento só.

Em fevereiro de 2024, a 1NCE anunciou cobertura nacional no Brasil depois de comprar a 1IoT, de São Paulo, e fechar acordos com as três maiores operadoras do país, com integração mais profunda com a Claro. “A espera por IoT em todo o Brasil acabou”, disse na ocasião Ivo Rook, então diretor de operações e hoje co-CEO da empresa.

A empresa de São José

A Plus IoT é a parceira exclusiva da 1NCE no Brasil. Foi aberta em setembro de 2023, em São José, por profissionais que, segundo a empresa, somam mais de três décadas em rastreamento, automação e gestão de conectividade. “A Plus IoT surgiu de uma dor real: a instabilidade crônica dos chips vendidos no Brasil”, diz o site da companhia.

A empresa adaptou o pagamento único da 1NCE à mensalidade, o formato em que a rastreadora brasileira compra chip e cobra do cliente. Diz ter mais de 600 empresas ativas e 200 mil chips vendidos. Os planos têm franquias de 10, 20 e 50 MB por linha, com 50 SMS, e o de 20 MB é o mais procurado. Os chips chegam ativos, com roaming em mais de 170 países, e a contratação exige CNPJ e pelo menos dez linhas.

Quem é

Plus IoT

Vende chips M2M com Claro, Vivo e TIM para rastreadores, telemetria e outros aparelhos conectados.

  • Sede: São José (SC)
  • Aberta em: setembro de 2023
  • Conectividade: 1NCE, parceria exclusiva no Brasil
  • Base: mais de 600 empresas e 200 mil chips vendidos

Para a rastreadora que quer comparar antes de trocar a base, a Plus IoT oferece um lote de teste. No site, a empresa resume a proposta: “teste sem riscos e só continue se estiver satisfeito”.

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Teste o chip nos veículos que mais somem do mapa

A Plus IoT manda um lote de teste para a sua rastreadora. Você instala nos veículos que mais perdem sinal, acompanha na plataforma qual operadora cada chip usou e só segue se o resultado aprovar.

O que vem em cada chip

  • Claro, Vivo e TIM no mesmo chip.

    Quando a rede em que o rastreador está cai, o chip entra na que tiver sinal no local, sem troca de peça.

  • 2G, 3G e 4G (Cat1 e Cat-M).

    Serve no rastreador que já está instalado e no 4G que entra no lugar dele com o fim das redes antigas.

  • A plataforma Árya, sem custo.

    Operadora e tecnologia de cada linha em tempo real, histórico de quedas, reinício da linha a distância, bloqueio de IMEI e SMS de configuração.

  • Chip ativo na entrega, com 50 SMS no plano.

    Franquias de 10, 20 ou 50 MB por linha e pacotes maiores para quem precisa.

Como funciona o teste

  1. 1
    Você conta a sua base: quantos veículos, qual rastreador e de quem compra chip hoje.
  2. 2
    A equipe da Plus indica o plano e envia o lote de teste.
  3. 3
    Você instala nos veículos que mais perdem sinal.
  4. 4
    Você compara na plataforma e decide se troca a base.

Quando não é para você

A contratação é só para empresas, com CNPJ, a partir de dez linhas.

E onde nenhuma das três operadoras tem sinal, o chip da Plus não resolve. Nesses trechos, a alternativa é a conexão por satélite.

Para rastreadoras e plataformas

Lote de teste

Com a equipe técnica da Plus IoT

Quero testar na minha base

Você responde quatro perguntas e continua a conversa com a equipe da Plus no WhatsApp.

Peça o lote de teste

Com essas respostas, a equipe já chega com o plano indicado para a sua base.

Informe seu nome.
Informe um WhatsApp com DDD.
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Informe o nome da empresa.
A sua empresa é
Escolha uma opção.
Quantos veículos ou aparelhos na base?
Escolha uma opção.
Escolha uma opção.
Os rastreadores da base são
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Seus dados vão para a equipe da Plus IoT e servem só para este contato.

Quem faz

Plus IoT

Empresa de conectividade M2M de São José (SC), parceira exclusiva da 1NCE no Brasil. Atende rastreamento de veículos, segurança e monitoramento, meios de pagamento, agricultura, indústria e medição de água, energia e gás.

Fontes